sábado, 10 de outubro de 2015

Cofre dos Sentimentos


Respire...

Respire...

Pense... Sofra... Torture-se

A fechadura do cofre dos sentimentos se rompeu

Onde estão as chaves?

Cego pelo Escuro e pelos vultos que passam em minha cabeça



Respire... Pense... Feche os olhos

Ouvindo o coração bater e seus músculos sem contraírem

Tum... Tum... Tum...

Onde estão as chaves?

O frio já se calou

Uma das vendas se desamarrou



Dedos nervosos e tremendo

Adrenalina e de enfrentar o próprio medo

Respire... Pense novamente

Onde estão as chaves?

Lembranças passam por minha cabeça vagamente

De tudo que eu passei



Voz tremula

Só ouço a respiração passando pela minha boca

A cada segundo uma imagem aparece em minha mente

A segunda venda desamarrou-se, o amor

O pesadelo de todo homem

Se apegar ao amor



Relaxe... Respire... Pense

Estamos quase lá, falta pouco

Deus, uma fé perdida

Uma crença, que surge varias duvidas

A terceira venda desamarrou-se, fé

Aquilo que cremos e duvidamos

Mas pedimos sempre para nos salvar

Podem nos chamar de hipócritas

Pelo menos temos fé de verdade



Respire e pense novamente

Sinta o aroma da felicidade

E relembre novamente da sua vida

Nada disso é mentira

Nada disso é bobagem

É tudo uma questão de crer



Será que estamos prontos para fechar a fé?

A chave eu sempre tive

Mas é a coragem para fechá-la?

Onde eu a encontro?

Mas não vou me prender, preciso reorganizar novamente



Parece que o tempo passou tão rápido

Que só percebi que uma chave faltava

O medo.

Aquilo que faz você sofrer

E interferem nas outras fechaduras

Como fecharei?



Observe e pense

Respire novamente

Encare a realidade

Não posso perder novamente para isso

Não quero perder para o medo



Quer saber? Foda-se isso

Guardarei essa chave no meu bolso

Talvez se eu conseguir me familiarizar não seja tão ruim

Guardarei e não deixarei interferir no cofre dos sentimentos

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Epílogo de um Erro






Da dúvida à clareza

A incerteza do real

Cegos, egos.

Mestres dos Indecisos

Aqui estamos...



Do exagero ou da ausência pura

Do medo ou da segurança.

Qual será a melhor opção pra seguir?



Aqui estamos...

Tragando o mesmo cigarro.

Tomando o mesmo conhaque.

Aqui estamos... Bêbados de poesias demasiadas

Cansa-me...



A incerteza da certeza

A influência do equívoco

Mas o engraçado que me sinto melhor.

Mais vivo, mais sujo, mais humano.



Que as próximas indecisões sejam mais difíceis e mais intensas.

Para que eu possa aprender mais, errar mais e acertar mais.