Estamos longe do
mundo
No imenso universo
dos sonhos
Nuvens de pensamentos
inimagináveis
Visões de um futuro
inexistente
O ser, um deus de
tudo e todos.
Somos nós, os antigos
ancestrais do mundo.
Somos nós, os camponeses
de um reino caído.
Somos nós, fantasmas
dos antigos reis.
Estamos longe de
nossos sonhos
Perdidos na realidade
No inicio do alfabeto
No fim do infinito
Se perdendo no dia a
dia
A Ignorância
A luz da lua nos
revela
Lobos comendo da
própria carne
Um homem sem sombra
anda pela floresta
Corujas observando as
árvores de mármores
Os entes sussurram
orações de louvor.
Vozes noturnas dos
ventos sombrios.
E no inicio da manhã
A neblina cobre os
olhos dos mais atentos
E abre a visão dos
cegos perdedores
Revela as ilusões da
noite
E o sol tão majestoso
e quente.
E no por do sol me
escondo
Na escuridão da
sombra das casas
Na escuridão dos
pensamentos humanos
Mas um violão ilumina
nossos destinos embaçados
A chuva me condena
Uma prisão de gotas
de lagrimas do céu
Lagrimas de grifos
alados
Onde os guerreiros
antigos voam
Procuro a liberdade
de lutar junto a eles
Temos nossos dias
contados
Como contamos nossas
mentiras sobre nós mesmos
Temos nossos sonhos
traçados
Em lápis de cores
azuis
Como os olhos dos reis
caídos
Minha voz desaparece
nos grandes vales
E retorna com os
ventos em forma de canção
Canção do sol, lua e
chuva.
Meus passos quietos
ensurdecem os pássaros
Como marchas de um
batalhão de heróis
Talvez seja a hora de
acordar
Levantar e ver a
chuva que bate em minha janela
Perceber que a
realidade
Não deveria ser tão
diferentes dos nossos sonhos
Vontade de dormir
novamente...


