sábado, 16 de maio de 2015

Canção do sol, lua e chuva (Além)

Estamos longe do mundo
No imenso universo dos sonhos
Nuvens de pensamentos inimagináveis
Visões de um futuro inexistente

O ser, um deus de tudo e todos.
Somos nós, os antigos ancestrais do mundo.
Somos nós, os camponeses de um reino caído.
Somos nós, fantasmas dos antigos reis.

Estamos longe de nossos sonhos
Perdidos na realidade
No inicio do alfabeto
No fim do infinito
Se perdendo no dia a dia
A Ignorância

A luz da lua nos revela
Lobos comendo da própria carne
Um homem sem sombra anda pela floresta
Corujas observando as árvores de mármores
Os entes sussurram orações de louvor.
Vozes noturnas dos ventos sombrios.

E no inicio da manhã
A neblina cobre os olhos dos mais atentos
E abre a visão dos cegos perdedores
Revela as ilusões da noite
E o sol tão majestoso e quente.

E no por do sol me escondo
Na escuridão da sombra das casas
Na escuridão dos pensamentos humanos
Mas um violão ilumina nossos destinos embaçados

A chuva me condena
Uma prisão de gotas de lagrimas do céu
Lagrimas de grifos alados
Onde os guerreiros antigos voam
Procuro a liberdade de lutar junto a eles

Temos nossos dias contados
Como contamos nossas mentiras sobre nós mesmos
Temos nossos sonhos traçados
Em lápis de cores azuis
Como os olhos dos reis caídos

Minha voz desaparece nos grandes vales
E retorna com os ventos em forma de canção
Canção do sol, lua e chuva.
Meus passos quietos ensurdecem os pássaros
Como marchas de um batalhão de heróis

Talvez seja a hora de acordar
Levantar e ver a chuva que bate em minha janela
Perceber que a realidade
Não deveria ser tão diferentes dos nossos sonhos

Vontade de dormir novamente...

Nenhum comentário:

Postar um comentário