quinta-feira, 4 de junho de 2015

Mar dos Desperados

Nas nuvens tento encontra-la.
Apago as luzes do meu quarto.
Sinto que cada sombra me persegue
Pergunto-me porque não a percebo.
Não a vejo e nem a sinto chegando.

No mar castigo-me de viajar sem velas
Velas que me guiam a noite
No céu, um sorriso me aguarda.
Fujo e me encontro.
Na paz Da escuridão.
Na escuridão de cada luz
A luz me cega de saudades.

Vejo-te longe de mim
Tão perto de cair
Nas tentações da minha mão.
No infinito pensamento de não ter.
Vejo-a longe dos meus sonhos.
Quase longe dos meus olhos.
Quase tão perto de ir embora.

Tento encontra-la nas nuvens
No céu, no mar e em qualquer lugar.
Tento procura-la nas sombras, nos becos.
Em casas abandonas por muitos.
Eu procuro segurando uma esperança em cada mão.
Um mal qualquer que me torna tão frágil.
Uma esperança desesperada.
Só tu ira me mostrar

O porquê de continuar a velejar nesse mar

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