segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Conspirações do Poeta Sem Rima


O que é ser um poeta?

É rimar e criar versos?

É sentir e escrever?

É pensar no mundo?



Não sei ver a diferença de musica, poema e poesia

Se todos rimam e dizem a mesma coisa

No final eu amasso a folha e jogo fora

Começando tudo de novo



Simples a diferença entre minha arte e a sua

Simples identificar o que são sonhos e desejos

O consumo próprio e a necessidade de viver

Simples esses sentimentos que na verdade não



Talvez o poema tenha estrutura perfeita

Não tão perfeita como o romantismo e nem o parnasianismo

Nem tão bagunçada quanto o modernismo

Sei lá, o pensamento é algo complexo para entender os rótulos



O problema de todos é tentar se encaixar em padrões

Padrões que se julgam como rótulos

Por isso eu reconheço todos como elementos

E cada um desses rótulos procura ser melhores que os outros

Pra que?



A história sempre influenciou na divisão do que é bem e mal

Mas não existe bem e mal quando se esta dos dois lados

Céu e Inferno são as mesmas coisas.

Cada um escolhe seu lado



A justiça é uma arma nas mãos de quem quer desequilibrar

Alias o que é justiça?

É julgar quem é criminoso e inocente?

Somos todos criminosos por querer criar uma lei e ir contra ela própria

Somos injustos com nosso próprio cérebro



Direito é um mito ao mesmo tempo é algo tão “respeitável”

O direito de tirar o direito

Homens sempre querendo mais do que precisa

Depois morrem infelizes com aquilo que tem



O poema continua

Na verdade na minha visão são todos poemas

Sem rótulos e sem direitos

Seus argumentos são inválidos diante da minha criação

Prove que estou errado

Se não prova então me siga e deixe essa terra de elementos que só pensam em rótulos e direitos



Agora posso começar a escrever esse poema

Sem rimas e sem versos concretos

Sem padrões de estrofes

Apenas escrevo



Com o lápis na mão e uma folha eu sou um criador

Minha imaginação é tão grande que transborda da minha cabeça

E acaba no mundo real

No final de tudo acaba sempre em uma lata de lixo



As pessoas me chamam de louco

Na verdade loucas são elas

Que sempre desejam chegar à realidade mais próxima

Para no final chorar e sofrer amargamente na solidão do escuro

O mundo real é cruel e horrível

Só mentiras e devastação



Mas admiro a coragem dos que buscam paz

E desprezo aqueles que seguem sem por que

De todas as pessoas que gritam muitos são mentirosos

Apenas querem dizer que estava lá

Até os mais silenciosos gritam mais que mentirosos



E esses crimes que nunca foram perdoados e nem julgados

Quais serão seus fins ou se terás fins?

E essas feridas, quais vão se curar?

Quais vão se abrir?



Tememos a cobrança

Eles temem a voz

Qual será mais forte?

A comparação entre os dois são quase as mesmas

No final de tudo, tudo vai se custar caro



A comparação e a revolução

São mitos que nunca vimos

O Iluminismo nunca surgiu

Será que vivemos o mesmo mundo?



As guerras sempre são as mesmas

Acabam e começa no mesmo lugar

E sempre começam a conspiração

Acaba uma guerra e já querem outras

Essa é a vontade de lutar?

Então lute para um pouco de paz

Se é que existe paz



Acho que agora posso dizer que tudo isso é um poema

Sem estrutura e sem rimas

Sem rótulos e sem padrões

Sem romantismo e adoração

É apenas um pensamento e uma opinião.

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