O
que é ser um poeta?
É
rimar e criar versos?
É
sentir e escrever?
É
pensar no mundo?
Não
sei ver a diferença de musica, poema e poesia
Se
todos rimam e dizem a mesma coisa
No
final eu amasso a folha e jogo fora
Começando
tudo de novo
Simples
a diferença entre minha arte e a sua
Simples
identificar o que são sonhos e desejos
O
consumo próprio e a necessidade de viver
Simples
esses sentimentos que na verdade não
Talvez
o poema tenha estrutura perfeita
Não
tão perfeita como o romantismo e nem o parnasianismo
Nem
tão bagunçada quanto o modernismo
Sei
lá, o pensamento é algo complexo para entender os rótulos
O
problema de todos é tentar se encaixar em padrões
Padrões
que se julgam como rótulos
Por
isso eu reconheço todos como elementos
E
cada um desses rótulos procura ser melhores que os outros
Pra
que?
A
história sempre influenciou na divisão do que é bem e mal
Mas
não existe bem e mal quando se esta dos dois lados
Céu
e Inferno são as mesmas coisas.
Cada
um escolhe seu lado
A
justiça é uma arma nas mãos de quem quer desequilibrar
Alias
o que é justiça?
É
julgar quem é criminoso e inocente?
Somos
todos criminosos por querer criar uma lei e ir contra ela própria
Somos
injustos com nosso próprio cérebro
Direito
é um mito ao mesmo tempo é algo tão “respeitável”
O
direito de tirar o direito
Homens
sempre querendo mais do que precisa
Depois
morrem infelizes com aquilo que tem
O
poema continua
Na
verdade na minha visão são todos poemas
Sem
rótulos e sem direitos
Seus
argumentos são inválidos diante da minha criação
Prove
que estou errado
Se
não prova então me siga e deixe essa terra de elementos que só pensam em
rótulos e direitos
Agora
posso começar a escrever esse poema
Sem
rimas e sem versos concretos
Sem
padrões de estrofes
Apenas
escrevo
Com
o lápis na mão e uma folha eu sou um criador
Minha
imaginação é tão grande que transborda da minha cabeça
E
acaba no mundo real
No
final de tudo acaba sempre em uma lata de lixo
As
pessoas me chamam de louco
Na
verdade loucas são elas
Que
sempre desejam chegar à realidade mais próxima
Para
no final chorar e sofrer amargamente na solidão do escuro
O
mundo real é cruel e horrível
Só
mentiras e devastação
Mas
admiro a coragem dos que buscam paz
E
desprezo aqueles que seguem sem por que
De
todas as pessoas que gritam muitos são mentirosos
Apenas
querem dizer que estava lá
Até
os mais silenciosos gritam mais que mentirosos
E
esses crimes que nunca foram perdoados e nem julgados
Quais
serão seus fins ou se terás fins?
E
essas feridas, quais vão se curar?
Quais
vão se abrir?
Tememos
a cobrança
Eles
temem a voz
Qual
será mais forte?
A
comparação entre os dois são quase as mesmas
No
final de tudo, tudo vai se custar caro
A
comparação e a revolução
São
mitos que nunca vimos
O
Iluminismo nunca surgiu
Será
que vivemos o mesmo mundo?
As
guerras sempre são as mesmas
Acabam
e começa no mesmo lugar
E
sempre começam a conspiração
Acaba
uma guerra e já querem outras
Essa
é a vontade de lutar?
Então
lute para um pouco de paz
Se
é que existe paz
Acho
que agora posso dizer que tudo isso é um poema
Sem
estrutura e sem rimas
Sem
rótulos e sem padrões
Sem
romantismo e adoração
É
apenas um pensamento e uma opinião.
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