domingo, 27 de setembro de 2015

Poetas Da Noite


Da solidão vivemos

Das noites de chuva e silenciosas.

Vivemos da dor do coração e das verdades escondidas.

Vivemos da imensidão da escuridão.

Do doce prazer de ter esperanças de ser lembrado.

Das mentes mais perversas que existem.

Vivemos do pó.



Somos apenas poetas.

Escritores sem almas.

De fragmentos no chão.

Somos a poesia.



Da solidão viemos.

Morrendo de fome de lembranças.

Sedento por águas esquecidas.

Vivemos em jaulas.



A vida nos trouxe paz e guerra.

Essa guerra de amor.

Guerra de sentimentos, de verdades.

Por falta de sinceridade e afastamento.



Paz está na noite escura.

Nos sons do vento e da chuva.

A paz esta no escuro.

A paz está aqui por enquanto.



Nem sinto prazer

Nem sinto amor.

Mas por muito tempo ainda permanece a dor.

Sinto cicatrizes no coração, sinto frio.



Mais um copo de bebidas.

Bebidas tão fracas quanto remédios.

Bebidas descartáveis.

Mas que no final tudo fica tão bem.



Novamente no amanhecer sinto a dor

Uma dor inexistente.

Sinto um desmoronamento, talvez seja o tédio.

Seja uma ferida se abrindo.

Não sei, não ligo.



Apenas respiro

Apenas conto os passos.

Conto minha cabeça.

Apenas flutuo e penso



Mais uma noite

Mais uma vez.

Uma doce escuridão.

Uma solidão.

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