Da
solidão vivemos
Das
noites de chuva e silenciosas.
Vivemos
da dor do coração e das verdades escondidas.
Vivemos
da imensidão da escuridão.
Do
doce prazer de ter esperanças de ser lembrado.
Das
mentes mais perversas que existem.
Vivemos
do pó.
Somos
apenas poetas.
Escritores
sem almas.
De
fragmentos no chão.
Somos
a poesia.
Da
solidão viemos.
Morrendo
de fome de lembranças.
Sedento
por águas esquecidas.
Vivemos
em jaulas.
A
vida nos trouxe paz e guerra.
Essa
guerra de amor.
Guerra
de sentimentos, de verdades.
Por
falta de sinceridade e afastamento.
Paz
está na noite escura.
Nos
sons do vento e da chuva.
A
paz esta no escuro.
A
paz está aqui por enquanto.
Nem
sinto prazer
Nem
sinto amor.
Mas
por muito tempo ainda permanece a dor.
Sinto
cicatrizes no coração, sinto frio.
Mais
um copo de bebidas.
Bebidas
tão fracas quanto remédios.
Bebidas
descartáveis.
Mas
que no final tudo fica tão bem.
Novamente
no amanhecer sinto a dor
Uma
dor inexistente.
Sinto
um desmoronamento, talvez seja o tédio.
Seja
uma ferida se abrindo.
Não
sei, não ligo.
Apenas
respiro
Apenas
conto os passos.
Conto
minha cabeça.
Apenas
flutuo e penso
Mais
uma noite
Mais
uma vez.
Uma
doce escuridão.
Uma
solidão.
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